Árvores

 

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Características

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Árvores, planta silvestre com uma distinta e principal haste ou tronco. Quando maduras são usualmente, no campo das plantas, as mais altas, e as suas alturas e troncos diferenciam-se dos arbustos, que são mais pequenos e têm muitos braços. Árvores são perenes, plantas que vivem pelo menos três anos. Algumas espécies de árvores só crescem até 4 m em altura, mas a espécie mais alta pode chegar a alturas de 112 m.

A árvore do General Sherman, uma Sequoia gigante no Parque Nacional das Sequoias na Califórnia, tem uma altura de 84 m e um diâmetro de 11 m. As árvores mais largas, no entanto, não são necessariamente as mais velhas. Por exemplo, o Pinheiro Bristlecone cresce a uma altura de 9 m, mas um espécime da mesma família foi datado como tendo, pelo menos, 4600 anos.

Árvores crescem á volta do mundo desde de as extremamente frias regiões perto do Árctico e do Antárctico até regiões tropicais perto do Trópico do Equador. Elas crescem em bons e maus solos, em desertos, em pântanos, á volta das costas marítimas e em elevações montanhosas de milhares de metros.

Apesar de as árvores poderem crescer isoladamente, debaixo de condições naturais, é mais comum que se desenvolvam agrupadamente que consiste numa espécie ou numa mistura de várias espécies.

Uma floresta é uma comunidade de plantas feita de árvores, arbustos e ervas que cobrem uma área. Á volta do Norte da EUA as florestas têm muito poucas espécies de árvores. Em florestas tropicais, no entanto, vasto número aí se encontram, mas pode-se ter, numa área pequena, várias espécies em conjunto. Um estudo Americano mostrou-nos que em um hectare de terra da selva Amazónica existem 476 espécies de árvores.


A Importância das Árvores

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Provavelmente, a função mais importante, do ponto de vista ecológico, das árvores é o da protecção da terra contra a erosão, o salvaguardar da terra arável devido ao vento e á água. O tronco e os ramos das árvores fornecem protecção do vento, as raízes delas ajudam a solidificar o solo em tempos de intensa chuva. Em adição, árvores e florestas guardam reservas de água que agem como tampão para o ecossistema durante períodos de grande seca. Em muitas áreas a remoção de florestas resultou em cheias custosas e subsequentes secas.

As árvores e florestas também providenciam um habitat, protecção e comida para muitas plantas e algumas espécies de animais.
Elas também têm um papel importante no clima global e na regulação da atmosfera: as folhas das árvores absorvem dioxido de carbono do ar e produzem oxigénio que é necessário para a vida.

Árvores têm muitos usos económicos, a madeira das árvores é o material mais usado desde sempre na construção de casas de outras estruturas. Muitas árvores resultam em frutos e nozes como laranjas, toranjas, maçâs, abacate, pêssegos, nozes de nogueira amarga e amêndoas. Árvores e os seus frutos são também a fonte de muitas lexivias e óleos, incluindo azeite e óleo de coco. Dos troncos de árvores é extraída a seiva, a qual é usada para produzir xarope de ácer, borracha, terebintina. Outras cascas de árvores são a fonte de cortiça e de especiarias, outras cascas resultam em medicamentos importantes, tal como a quinina. A casca da árvore Vew é a fonte da droga Taxol, que em 1992 foi aprovado para tratar cancro ovariano.
Materiais químicos produzidos por árvores são usados em curtimento de cabedal, na produção de tintas, corantes, medicinas e álcool de madeira. Em adição, as mesmas são usadas como paisagens á volta de casas, parques e auto-estradas. Em regiões de climas extremos, as árvores servem para nos protegermos do vento ou de sombra para protecção do sol

Tipos de Árvores

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Existem dois grupos gerais de árvores, as angiospermos e as gimnospermas.
As angiospermos são plantas com flores nas quais o ovulo ou semente é encaixada num ovário protector. Havendo á volta de 235,000 espécies. A divisão angiospermos é a maior e mais diversificada grupo de plantas com 2 cotilédones que incluem as familiares árvores de folha larga, tais como o Ácer, e o Carvalho; e os monocotiledôneos, plantas com apenas um cotilédone que inclui as Palmeiras e as árvores de Lírio.

Ao contrário das angiospermos, as gimnospermas (Grego para "semente nua") não produzem flores. As suas sementes estão á vista dentro de estruturas tais como cones e copas carnosas chamadas arilos. O grupo inclui cerca de 500 espécies, incluindo 3 tipos principais, as Coníferas, Cicádias e as Nogueiras do Japão.


Angiospermos

Como angiospermos, todas estas produzem flores, a as suas sementes estão sempre enclausuradas numa cobertura protegida. Em regiões temperadas muitas das árvores de folha larga são chamados de decídio, que quer dizer que vertem a sua folhagem cada ano. Algumas das árvores não tropicais de folha larga, no entanto, tais como as Magnolias e os Azevinhos são coníferas de ramagem sempre verde, ou seja estas retêm a folhagem ao longo do ano.

Em zonas de temperatura mais elevada do EUA e nos trópicos, muitas das árvores de folha larga incluem virtualmente todos os familiares de árvores e arbustos conhecidos até as flores, como o Elmo, Castanheiro, Amieiro, Vidoeiro e Salgueiro, e também as espécies tropicais Teca e Mogno.

As mais reconhecidas árvores de classe monocotiledôneos angiospermos são as Palmeiras. Existem cerca de 2500 espécies, incluindo a Palmeira dos cocos e a Tamareira. Maioria das palmeiras não tem braços e ao invés têm fios de folha pequenos. As árvores Lírio são também membros desta classe. Estas árvores estão de perto relacionadas com o jardim familiar de lírios e incluem a árvore Iúca e a árvore Joshua (árvore-da-pureza) a qual é encontrada nos desertos do Sudoeste Norte Americano.

Gimnospermas

As árvores de folha agulha ou coníferas, incluem o pinho, o abeto vermelho, abeto, Teixo, Cipreste e a Casquinha, e as suas sementes são usualmente produzidas em cones na base da escala protectora. Como o seu nome implica árvores com folhas agulha têm as mesmas delgadas. Por causa das suas pequenas superfícies da área e estrutura, folhas agulha não são seriamente danificadas por temperaturas muito baixas ou por secas severas. Por esta razão, as florestas em latitudes distantes a norte, muito frias e regiões áridas de altas altitudes, consistem na maior parte de árvores de folha agulha. A maioria destas árvores estão sempre verde e retêm a sua folhagem ao longo do ano. Os membros decídio do grupo incluem as árvores Cipreste desfolhado e a árvore Larico.

A Nogueiras do Japão, ou maidenhair é a única árvore sobrevivente da antiga divisão da Nogueira do Japão gimnosperma. Esta árvore era abundante na era Mesozóica (cerca de 240 milhões a 65 milhões de anos). Virtualmente, esta árvore não sofreu mudanças desde então, e é reconhecida por ter folhas em forma de ventoinha e os testes-padrão bifurcando-se da veia nas mesmas. Esta árvore Nogueira do Japão é um decídio, cresce devagar mas pode chegar a alturas de 30 m. Estas árvores são nativas da Ásia, onde estas têm sido preservadas como árvores sagradas em templos chineses desde a antiguidade, mas estas árvores também são cultivadas na Europa e nos EUA.

Cicádias são como Palmeiras gimnosperma que se encontram maioritariamente nas zonas tropicais e subtropicais de África, Ásia e América Central. Existem cerca de 100 espécies, com apenas uma espécie nativa aos EUA. O tronco não tem braços, e as folhas longas e aglomeradas perto do topo. Cicádias são sempre verdes, não há queda de folhagem cada ano, e podem crescer até alturas superiores a 18 m. Elas apareceram primeiramente á 285 milhões de anos e foram as árvores dominantes durante o tempo dos dinossauros, a qual paralelizou aproximadamente a era Mesozóica. Por causa desta árvore ser uma árvore ornamental e popular, a maioria destas árvores Cicádias estão em perigo de extinção por tantas delas terem sido colectadas da natureza selvagem.


Principais partes de uma Árvore

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Estas são as raízes, tronco, folhas, flores e sementes. Todos estes componentes são de extrema importância para o crescimento, desenvolvimento e reprodução de uma árvore.


Raízes

As árvores são seguras num sítio por órgãos fixados chamados raízes. Em adição de segurarem as árvores, estas também absorvem água e minerais através de estruturas pequeníssimas chamados cabelos da raíz. Das raízes, a água e os nutrientes minerais são levados para cima por células da madeira até ás folhas. Apesar da estrutura interna, a maioria de tipos de raízes é similar, há constantemente diferenças externas.

O Pinheiro, por exemplo, tem a raíz principal fortemente desenvolvida, ramificando para além as raízes laterais. Nos Aceres, por outro lado, existe pouca ou nenhuma raíz principal central e as outras raízes são produzidas em grande número perto da superfície do solo.

Raízes crescem constantemente, e a ponta do crescimento é uma região chamada o meristema, que é composta por células de divisão especialmente rápidas. Mesmo atrás do meristema as células ficam alongadas, e mais longe, as células ficam diferenciadas em várias partes do tecido da planta. Num crescimento rápido das raízes a sua ponta é coberta por uma capa, um capote protectivo, a das células livres que estão constantemente a ser friccionadas para fora e serem substituídas á medida que a raíz cresce.


Tronco

A casca, é a cobertura exterior do tronco da árvore. Por causa de a casca variar tanto em cor, textura e espessura, as suas características providenciam um dos mais importantes meios de identificação de árvores. A maioria da totalidade de espessura da casca consiste na casca exterior, a qual é feita de células mortas. A casca exterior pode ser muito grossa, como no Sobreiro, ou bastante fina, como nas Vidoeiro e no Ácer. Aberturas na casca exterior permitem o movimento do dioxido de carbono e do oxigénio, para dentro e para fora respectivamente dos tecidos internos.

A camada interior da casca chamada entrecasca que consiste numa camada muito estreita de células vivas. Estas células actuam juntas no transporte de comida na forma de açúcares, que são feitos nas folhas das árvores, através do tronco e dos ramos para as outras partes da árvore. As células da entrecasca têm paredes estreitas, e os seus conteúdos vivos são tão conjugados que as soluções de açúcar podem passar facilmente e rapidamente de uma ponta da árvore para a outra.
Como as camadas velhas da casca exterior são descartadas, novas camadas vão sendo constantemente adicionadas do interior, onde uma nova entrecasca está sempre a ser criada.

A maioria do tronco da árvore é ocupado pela madeira ou pelo tecido lenhoso que consiste quase todo inteiramente de células mortas. As células vivas do tecido lenhoso, no entanto, actuam como sistema de sondagem da árvore por transportar água e comida dissolvida através do tronco e ramos. Uma camada de células chamadas de câmbio separa as células vivas do tecido lenhoso dos da entrecasca. À medida que a árvore cresce e se desenvolve, o Câmbio forma uma nova entrecasca e novas células do tecido lenhoso. A camada de células do tecido lenhoso formam anéis; estes anéis podem ser contados para determinar a idade da árvore com distintas eras de crescimento.

Nas árvores novas ou jovens, o centro da coluna silvestre, dentro do tecido lenhoso, consiste de células suaves de paredes estreitas chamada medula. A medula serve como um tecido de armazenagem para açúcares e mais tarde como um reservatório para refugo. Em árvores mais velhas o tecido de armazenagem é esmagado pelo tecido lenhoso silvestre, e refugos são simplesmente depositados nas células da madeira perto do centro do tronco. Como resultado, em algumas árvores as células dentro da medula tornam-se escuras em cor e formam o que é constantemente chamado de coração da madeira. As células mais leves á volta do coração criam o alburno.
Nas árvores monocotiledôneos, como as palmeiras, o tecido lenhoso e o tecido da entrecasca são agrupados em fardos, que estão espalhados através da massa da medula, que constituem a maioria da estrutura interna da árvore.
Nos ramos deste tipo de árvores, os anéis de crescimento jovem não são aparentes, como são nos Carvalho e Ácer e outras árvores de regiões temperadas.


Folhas

Nas árvores, como em outras plantas, a função principal das folhas é a produção de açúcares pelo processo de fotosintese. Neste processo os açúcares são formados quando o dioxido de carbono do ar e água das células das folhas são combinadas na presença de uma luz forte e do pigmento verde chamado clorofila. O oxigénio é produzido como um produto derivado. Algum do açúcar recém formado é usado pelas células das folhas para energia, mas a maioria é levada para outras partes da árvore, para fornecer energia para o crescimento e desenvolvimento nessas mesmas áreas.

As folhas são também os órgãos principais envolvidos na perda da água deste vegetal, e é chamada de transpiração. Muitos dos tecidos das árvores não podem funcionar sem um constante fluxo de água, e esta é necessária para prevenir do aquecimento exagerado ou o murchar das folhas. A transpiração é responsável pelo movimento da água das raízes até ao topo destas. Á medida a água é perdida através das folhas, a água que entra pelas raízes é puxada para cima através do tecido lenhoso para substituir a mistura perdida, assegurando uma circulação constante de água através dos tecidos da árvore.


Flores

Todos os angiospermos podem ter flores, a estrutura reprodutiva das árvores. Em algumas árvores como Corniso, a Cerejeira, a algumas Magnólias, as flores são largas e coloridas. Carvalhos, Salgueiros e outras árvores de florestas temperadas, por outro lado, constantemente têm flores pequenas, lívidas e indestinguíveis. Nas árvores Ácer e muitas outras árvores, a parte reprodutiva do macho e da fêmea são levados a separar-se nas flores da mesma árvore. Este facto é conhecido por monoecismo e estas árvores são chamadas de monoecistas.
No Carvalho, por exemplo, o macho produtor de pólen da flor é nascido em pendões longos e pendurados e a pequena haste das fêmeas das flores são localizadas nos raminhos. Em algumas árvores como o Azevinho e o Salgueiro as flores macho e fêmea são nascidas em árvores diferentes. Isto e conhecido como dioecismo, e estas árvores são chamadas de dioecistas.

Em árvores de folhas de agulha, o macho e a fêmea da estrutura reprodutiva podem ser produzidos em cones em vez das flores, e neste caso há sempre o macho separado da fêmea. Os cones são constantemente produzidos na mesma árvore, mas frequentemente há mais cones fêmeas nos ramos superiores. Em todos os arranjos reprodutivos, as flores ou os cones fêmea são fertilizados quando o vento, pássaros, morcegos, mamíferos ou insectos trazem o pólen da estrutura máscula para a estrutura feminina.


Sementes

Sementes, os óvulos mais amadurecidos são capáveis de germinar-se, e estes são os produtos das folhas fertilizadas e são distribuídos de várias maneiras.
Em Pinheiros, por exemplo, cada semente é rodeada por uma estrutura em forma de asa. Quando a semente protegida pela estrutura cai do cone, ela flutua descendentemente até ao chão apanhada por uma corrente de ar. Sementes do Carvalho estão enclausuradas em bolotas, as quais estão plantadas por esquilos ou meramente caem ao chão perto da árvore parente.
As árvores Ácer produzem uns frutos estreitos, de forma de um frasco, que estoura libertando as sementes. Cada semente tem um tapete de fibras felpudas, que permite que sejam apanhadas pelas correntes de ar e viajando distâncias consideráveis. Sementes de outras espécies de árvores são dispersadas pela água, mamíferos, aves e formigas.


Crescimento e desenvolvimento das Árvores

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As árvores crescem tanto em altura como em diâmetro. Uma árvore cresce através do alongamento do seu tronco e ramos e da produção sazonal de novos ramos. O crescimento da árvore em diâmetro resulta da actividade do câmbio, as células especiais que estão dentro, na superfície interior da entrecasca.


Altura

Todos os ramos nascem de rebentos, os quais estão localizados nas pontas dos raminhos e na base das folhas. Dentro de cada rebento há uma região merismática, ou uma zona de crescimento similar a aquela da ponta da raíz. A ponta do crescimento é rodeada por muitas folhas finas, e a totalidade do rebento está coberta com uma série de escalas protectoras. As células na ponta de crescimento, como aquelas da ponta da raíz, vêem a ficar diferenciadas para tipos dos tecidos dos ramos.


Diâmetro

A parte da casca que causa o crescimento da árvore em diâmetro é o câmbio. Durante a era de crescimento das células do câmbio, como aquelas das pontas das raízes e das pontas dos ramos, dividem-se rapidamente. Elas produzem o tecido lenhoso, ou células da madeira, em direcção ao centro do tronco, e elas também produzem a entrecasca, ou células condutoras da comida em direcção á casca. Em sítios, o câmbio também produz filas de células de paredes estreitas que correm horizontalmente através do tecido lenhoso e da entrecasca. Conhecidas como raios, estas células conduzem e guardam água e nutrientes. No meio das árvores tropicais silvestres, crescem continuamente ao longo do ano. Nas árvores das regiões temperadas, no entanto, o crescimento anual é usualmente aglomerado num período curto de algumas semanas no inicio da Primavera.

Quando um ramo de uma árvore é totalmente cortado, pode-se observar o crescimento de cada ano nos anéis. Ao contar-se os anéis, é possível determinar a idade da árvore, bem como as condições de crescimento durante o seu tempo de vida. Em condições favoráveis, quando as experiências da árvore crescem rapidamente, são formados anéis largos, mas em tempos difíceis, o crescimento é inferior, são formados anéis restringidos. Cada anel anual consiste de 2 partes. Uma parte, que ocupa a maioria do anel, é ligeiramente colorida e composta de células relativamente largas. Estas células foram criadas durante a Primavera, quando as condições foram as melhores. A segunda parte do anel é mais escura e é composta de células pequenas de paredes grossas, os quais foram criados durante os meses menos favoráveis.

Taxas de crescimento

A taxa pela qual as árvores crescem varia consideravelmente. Os ramos da árvore jovem o Bambu ou Cana da Índia, podem crescer a uma taxa muitos centímetros por dia, até eventualmente chegar a uma altura de 36 m, com um diâmetro de mais de 30cm. Muitas árvores de folha agulha tais como o Pinheiro de folhas compridas, que cresce a uma taxa de crescimento muito superior que as árvores de folha larga como a Nogueira e o Carvalho, especialmente nos seus anos mais jovens. Algumas árvores de folhas largas, no entanto, tais como a Acácia Negra e o Choupo do Canadá podem crescer rapidamente em solos adequáveis.


Plantação e cuidados a ter

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Se árvores são plantadas para reflorestação, ornamentação, sombra ou frutos, o primeiro passo é a selecção da espécie de árvore que queremos que cresça. A escolha depende de factores com as características do solo, a localização e drenagem. Por exemplo, o Sicômero e o Choupo do Canadá não crescem em solos inclinados, expostos e secos, ou em campos com um estreito solo arável sobre um subsolo pesado e compacto. Nogueiras não crescem em locais pantanosos e Pinheiros comuns crescem especialmente bem em locais arenosos soltos com boa drenagem. Uma boa regra do polegar é o plantar árvores nativas - árvores que tenham demonstrados a sua habilidade de florescer no meio ambiente local sem fazer mal a outras espécies locais.

O buraco para uma árvore nova deve ser fundo o suficiente, para segurar as raízes totalmente expandidas do sistema de plantação. Plantas mais largas devem ser colocadas num buraco com 60 cm com um diâmetro de 60 cm ou mais do que a bola das raízes. Em pobres solos, o buraco deve ter 1,8 m de largura com 60 cm de fundo para uma árvore de 2,5 m e proporcionalmente para árvores mais altas.

Depois da árvore ser plantada no buraco, o solo deve ser firmemente pisado á volta do buraco e deve ser regado neste sítio com muita água. Misturas de ossos com comida ou um bom estrume podre encontrados no solo vai ajudar a árvore a estabelecer-se rapidamente. A maioria dos decídios devem ser plantadas no Outono, quando estas não estão a crescer, mas, nas árvores com folhagem sempre verdes devem ser usualmente plantadas na Primavera, no inicio, meio de seu período de crescimento vigoroso.


Regadio

Após plantar, o solo á volta da árvore deve ser permanentemente húmido, mas não alagado. Se um regadio artificial não for prático, uma camada de palha, com uma fundura de 7 a 15 cm, deve ser colocado á volta do tronco da árvore para conservar a humidade e para descourajar o crescimento de ervas. Por causa de uma árvore transplantada não consegue absorver a água através das suas raízes estragadas, é importante o prevenir da perda de água da árvore por poda dos ramos principais para limitar a transpiração da mesma.

Fertilização

Em bons solos é menos importante o fertilizar, do que em solos mais pobres. No entanto, todas as árvores crescem melhor e mais rapidamente e com menor possibilidade de adoecerem, se o fertilizante for fornecido em quantidades estabelecidas. Isto pode ser feito facilmente, colocando um largo punhado de fertilizante em buracos feitos com um pé de cabra na ponta da extensão do ramo principal. Os buracos devem ter 60 cm de fundo e 5 cm de diâmetro, e estes devem estar a 90 cm uns dos outros. Depois do fertilizante ser introduzido, os buracos devem ser cheios de terra. Fertilizantes orgânicos tais como estrume e palha são preferíveis aos químicos que podem substituir ou mesmo destruir os organismos naturais no solo.


Poda

Poda de árvores ornamentais, mantêm a rigorosidade das árvores, remove ramos fracos ou adoentados e rejuvenesce as plantas velhas ou doentes. Se efectuado um período de crescimento vigoroso, a poda frequentemente resulta um aumento na produção de flores. Na poda, os cortes são feitos mesmo acima do rebento que aponta na direcção do que os ramos são desejados. Quando ramos largos são removidos, o corte deve ser efectuado perto do tronco, e de seguida coberto por um período de tempo.


Árvores invulgares

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Existem muito tipos de árvores invulgares em todo o mundo que exibem uma variedade de características interessantes. No meio destas há as relíquias pré-históricas, árvores que exibem padrões de crescimento bizarro ou formações e árvores com estratégias interessantes para obter ar, água e nutrientes necessários para o crescimento.

Como a Nogueira do Japão, a espécie de Sequoia Madrugada é suficiente velha para ser considerada como um fóssil vivo. Os seus restos fossilizados foram estudados e identificados durante o século 19, e os cientistas acreditaram que esta árvore estava extinta á 20 milhões da anos. Em 1941, no entanto, um proeminente botânico Chinês descobriu árvores desta espécie vivos, num vale isolado na China central. Desde então, a árvore foi encontrada noutros locais da China, e o registo de um fóssil desta árvore indicou que á milhões de anos ela existiu na Groenlândia e na América do Norte, até na Califórnia. Como outras Sequoias, esta espécie cresce bem a partir de sementes e novas plantações foram efectuados Pacifico Noroeste e no Alasca. Esta espécie de árvore também tem sido um sucesso em termos de crescimento, em várias zonas da Costa Este dos EUA. Ao contrário de outras Sequoias, esta espécie é decídia, e por isso, perde as suas folhagens no Outono.

Apesar de a vida da árvore Figueira de Bengala, começar apenas com um tronco, e as suas raízes aéreas crescem para baixo dos ramos principais e tomam um destino. Estas raízes alargam-se, com o tempo, até eventualmente se parecerem com um tronco, e numa idade mais avançada, uma só árvore pode parecer uma pequena floresta. A maior Figueira de Bengala existente hoje em dia, foi encontrada no Sri Lanka, tem 350 troncos principais e milhares de outros mais pequenos. O nome da árvore vem de uma palavra de Hindu de comerciante, por causa de em muitas regiões onde as Figueiras de Bengala existiam foram encontrados, comerciantes e mercadores que usavam a sua sombra para se protegerem e para poderem mostrar os seus bens e produtos.

A árvore Boabá, que se parece com uma garrafa e certos Cactos têm troncos com centros carnudos. Estes troncos armazenam água permitindo que elas sobrevivam em condições áridas extremas onde elas vivem. O tronco da árvore Boabá pode medir 9 m em diâmetro, e esta espécie tem um tronco saliente em forma de uma garrafa. O Cacto, apesar de frequentemente estar coberto de picos, pode render água a um caminhante perdido, no deserto mais seco do mundo.

Apesar de ser nativa a África, a árvore Chouriço é cultivada para se tornar num ornamento mais tarde, em áreas quentes tais como o Sul da Florida e o Havaí. A árvore Chouriço tem flores largas e fundas, as quais são substituídas eventualmente por um fruto gigante, em forma de um chouriço com 60 cm de comprimento. Tanto as flores como os frutos são nascidos nos ramos largos principais da árvore.

A árvore lápis, nativa da Ásia é crescida para também se tornar num ornamento no Havaí e noutros zonas, por causa dos seus rebentos impares, os quais estão inchados, como um lápis, verde brilhante. Os rebentos servem a árvore em vez de flores, as quais estão quase totalmente escassas. Esta árvore tem uma seiva fortemente caustica No contacto com a pele humana, a seiva causa exantema, e caso a seiva toque nos olhos de um humano, essa pessoa pode ficar com cegueira temporária ou mesmo permanente.

A árvore Cipreste Desfolhada, é decídia de folha agulha, e crescem nas áreas pantanosas. São invulgares por causa do seu órgãos de respiração, conhecidos como joelhos do cipreste. Estes órgãos são extensões do sistema de raízes, que se projectam acima do nível habitual de água, para absorver oxigénio do ar, para uso pelas raízes.

As árvores Figueiras Estranguladas são um exemplo de um método parasítico de desenvolvimento que ocorre em diversas famílias de plantas. Uma semente é depositada por um pássaro, macaco, ou outro animal em depressão na forquilha. A semente nasce e começa a desenvolver-se, e as raízes eventualmente encontram o seu caminho para a terra, as vezes viajando até 25 m ou mais. Ai as raízes seguram-se á terra e começam a alargar em direcção uma a outra e vice versa, enclausurando o tronco da árvore Hóspede. Finalmente, as raízes juntam-se lado a lado para restringir o crescimento da árvore original, a qual eventualmente entra em decomposição, deixando a parasita ficar com uma planta independente.